O que está acontecendo?
O que mudou na posição dos dentes, na relação entre as arcadas, no perfil e nos tecidos de suporte — o diagnóstico.
Porque um dente torto, um espaço que apareceu ou uma mordida que parece ter “mudado” são manifestações — não o diagnóstico. Você pode ter chegado aqui perguntando “preciso de aparelho?” ou “qual tratamento resolve?”. A pergunta anterior — e mais importante — é outra: o que precisa ser tratado no seu caso?
Antes de escolher um aparelho, é preciso entender o que precisa ser tratado. É esse raciocínio que organiza a avaliação — e também os conteúdos deste site:
O que mudou na posição dos dentes, na relação entre as arcadas, no perfil e nos tecidos de suporte — o diagnóstico.
Idade, bruxismo, perdas dentárias, ausência de contenção ou hábitos: cada causa aponta um caminho diferente — a causa.
Só depois de compreender o caso é que as possibilidades são avaliadas e a decisão é tomada — a decisão.
É a etapa clínica em que o ortodontista reúne e interpreta informações sobre a saúde bucal, a oclusão, a face e as estruturas relacionadas — antes de definir qualquer plano de tratamento. Ele não se resume a “olhar os dentes”: envolve história clínica, exame físico, análise funcional e, quando indicado, exames de imagem complementares.
O diagnóstico vem antes do tratamento porque é ele que define o que precisa ser corrigido, por quê e como. Iniciar um tratamento com aparelho sem esse processo aumenta o risco de planos inadequados — por exemplo, indicar ou descartar extrações, expansão ou cirurgia sem o embasamento necessário.
Um diagnóstico bem conduzido orienta a real necessidade de intervenção, a escolha da mecânica, antecipa riscos (como reabsorção radicular, disfunção da articulação ou recidiva) e permite discutir objetivos realistas de função, estética e estabilidade a longo prazo. Cada caso precisa de uma decisão individualizada.
Seis dimensões do seu caso são investigadas de forma integrada — nenhuma informação é interpretada isoladamente:
A consulta começa pela sua queixa, seu histórico médico e odontológico, seus hábitos (respiração bucal, bruxismo, sucção digital) e suas expectativas.
Avaliação de dentes (cáries, restaurações, ausências), tecidos moles, freios e mucosa.
Relação molar e canina (Classe I, II ou III), sobremordida, sobressaliência, mordidas cruzadas, linha média e apinhamento ou espaçamento.
Perfil facial, exposição dos incisivos, proporções e simetria — centrais para o planejamento estético e, quando necessário, para a decisão entre tratamento isolado ou associado à cirurgia.
Palpação articular, ruídos, limitação de abertura bucal e sinais de bruxismo (desgaste dentário, hipertrofia muscular).
Sondagem, sangramento e nível de inserção ajudam a identificar doença ativa, que deve ser controlada antes ou durante a movimentação dentária.
Duas pessoas podem chegar com uma queixa aparentemente igual e precisar de planejamentos diferentes — é isso que o diagnóstico revela antes de qualquer escolha.
Os exames de imagem e registros são solicitados conforme a indicação clínica de cada caso — nunca por padrão. Eles existem para responder às perguntas que o exame clínico não responde sozinho.

Recomendada como exame de imagem inicial para avaliar erupção dentária, desenvolvimento dentofacial e alinhamento radicular durante o tratamento.

Pode ser indicada conforme a gravidade da má oclusão, para avaliar o desenvolvimento dentofacial. Revisões sistemáticas apontam que cefalogramas não são rotineiramente necessários em más oclusões de Classe I ou de Classe II leves — sendo mais relevantes em casos com discrepância esquelética evidente ou necessidade de avaliação cirúrgica.
Indicada em situações específicas, como dentes inclusos (especialmente caninos), reabsorção radicular, planejamento pré-cirúrgico, avaliação de assimetria facial e posicionamento de mini-implantes. Por envolver maior dose de radiação que os exames 2D, seu uso é criterioso e baseado em indicação clínica — não solicitado de rotina.

Os modelos digitais podem substituir os modelos de gesso na documentação e no planejamento do caso.
A escolha dos exames é baseada em indicação clínica: por envolver maior dose de radiação que os exames 2D, a tomografia (CBCT) não é solicitada de rotina.
As informações clínicas e os exames são interpretados de forma integrada — nunca isoladamente — para chegar a um diagnóstico funcional, estético e estrutural. Basear o plano apenas no alinhamento observado nos dentes, sem considerar a posição real da mandíbula, pode levar a planos incorretos — principalmente no paciente adulto.
Com o diagnóstico definido, os objetivos do tratamento consideram três pilares: função oclusal, estética facial e do sorriso, e estabilidade a longo prazo. Em casos que envolvem doença periodontal, reabilitação protética, dentística extensa ou discrepância esquelética significativa, a discussão interdisciplinar com outros especialistas faz parte do processo antes da definição final do plano.
Por fim, o plano é apresentado com clareza: os achados, as opções, os riscos, o tempo estimado e o prognóstico. No paciente adulto, essa explicação é especialmente importante — você entende por que aquele caminho faz sentido para o seu caso, não apenas o que fazer. Veja como funciona a ortodontia para adultos em São Paulo →
O Método PhD estrutura exatamente essa passagem em uma sequência lógica: diagnóstico → planejamento → decisão → tratamento. Ele é a ponte entre a sua dúvida e uma decisão consciente.
História, queixa, exame clínico, análise da mordida e do rosto, escaneamento e exames complementares.
Interpretação integrada dos dados e definição dos objetivos do caso.
Escolha da ferramenta e da mecânica com base no diagnóstico — e não antes dele.
Acompanhamento cuidadoso de cada etapa, com foco em estabilidade e saúde.
Quando o diagnóstico aponta para alinhadores transparentes, essa é uma decisão orientada pelo caso, não pela ferramenta — veja como funciona o Invisalign para adultos. Saiba mais sobre o Método PhD →
Ver todas as perguntas frequentes →
As respostas são informativas e não substituem a avaliação individual.
Atendimento na Avenida Paulista, 2073 — Jardim Paulistano, São Paulo/SP
Segunda a sexta: 9h às 18h · Sábado: 8h às 13h